Alimentação Parte I – A História

Por: Muriel Mendes Dentro: Saúde & Alimentação Em: Comentário: 0 Hit: 141

Embora nem os especialistas se entendam no assunto, vou fazer a minha melhor aposta e com base na informação disponível, afirmar que os cães são de facto carnívoros. Sim, eles não perdem uma oportunidade furtiva de banquetear-se com o nosso lixo, alimentos não ou lamentavelmente identificados que apanham da rua ou qualquer coisa que consigam sugar à nossa frente antes que possamos sequer adivinhar o que estará a caminho do seu estômago.

A verdade é que os seus dentes têm a estrutura certa que lhes permite morder, rasgar e esmagar carne e ossos. O seu tracto intestinal é curto e tem a presença de enzimas que lhes permite de forma adequada digerir proteína animal (o mesmo não acontece no que se trata de dissolver e absorver produtos de origem vegetal).

O importante reter aqui, é que a dieta dos nossos cães deve ser baseada em CARNE. Embora vegetais, frutas e cereais pareçam ser benéficos, a carne deverá ser sempre o principal nutriente das suas dietas.

CARNE – Deve ser o principal INGREDIENTE de qualquer forma de alimentação do teu cão!

Agora será uma boa altura para dizer o que é que pretendo ao escrever este post. Simplesmente que te seja mais fácil perceber e julgares por ti o que está errado ou certo na alimentação do teu cão, através das escolhas que fazes. Apenas quero ser capaz de facultar informação suficiente para que possas avaliar (quase) claramente o que o teu cão está a comer e decidir se afinal, a escolha é a mais acertada para ele.

Será por esta altura interessante, perceber como surge então, a comida de cão… Uma coisa é certa, a indústria de Pet Food move biliões por ano e continua a crescer, mas será à custa de quem?

Antes de a ração surgir, os cães eram alimentados com os restos que sobravam dos seus humanos. Isto para aqueles que tinham uns. Os que viviam nas ruas apoiavam-se na sua capacidade de roubar ou vasculhar o lixo. Em 1860, James Spratt um americano residente no Reino Unido, inventa o primeiro biscoito para cão. Em 1870, numa altura em que os cavalos eram utilizados para quase tudo e iam morrendo pelas ruas, um empresário europeu decidiu resolver o problema das carcaças amontoadas, empacotando a carne dos cavalos mortos e vendendo-a como comida de cão. Parecia mais prático e a ideia simplesmente “pegou”.

Depois da segunda guerra mundial, esta ideia de ter refeições prontas teve um sucesso real. Por esta altura, a maioria das comidas para cães eram enlatadas. E foi em 1956 que se começou a usar o processo de extrusão – surgindo a ração seca a qual era suplementada com vitaminas, minerais, aditivos e finalmente empacotada.

Era uma solução adequada para as empresas que aproveitavam os desperdícios de carcaças que restavam dos animais depois de lhes ser retirada toda a carne própria para consumo humano à qual acrescentavam cereais e os seus desperdícios que era e ainda é um ingrediente barato e transformavam em croquete alegadamente nutricional para os nossos cães. Para os donos, passou a ser possível comprar e armazenar quantidades maiores de alimento de forma prática, que se podia adquirir em qualquer mercearia.

Em 1970 foi publicado finalmente nos EUA o primeiro documento que listava os requerimentos mínimos nutricionais para o cão… E embora esta lista seja alterada e revista e até mesmo renomeada, uma coisa continua igual – os parâmetros de uma ração completa e equilibrada assentam nos MÍNIMOS valores necessários para manter um cão vivo num espaço de 3 a 6 meses. Isso mesmo… Penso que esclareci de forma eficaz, a importância de estares informado acerca daquilo que dás ao teu patudo, na condição que esperas, ser a melhor para lhe proporcionar uma vida saudável e espero eu feliz.

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